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sábado, 2 de outubro de 2010

By Jonhn Lennon 

Olhando O Movimento

As pessoas dizem que eu sou louco por fazer o que faço
Bem eles me dão todos os tipos de conselhos para me salvar do fracasso
Quando eu digo que eu estou o.k, bem eles olham para mim de um jeito estranho
Com certeza você não está feliz agora que você já não joga (mais) o jogo
As pessoas dizem que eu sou preguiçoso fazendo de minha vida apenas sonhos
Bem eles me dão todos os tipos de conselho feitos para me iluminar
Quando eu lhes falo que eu estou bem assistindo sombras de na parede
Você não sente falta do menino daquele tempo grandioso, que você não é mais?

Eu estou apenas sentado aqui olhando o movimento
Eu realmente adoro ver o movimento
Já não monto no carrossel
Eu apenas tive que deixar rolar

Ah, as pessoas fazem perguntas, perdidas em confusão
Bem, eu lhes digo que não há problemas, só soluções,
Bem, eles balançam suas cabeças e me olham como se eu tivesse perdido a razão
Eu lhes digo que não há nenhuma pressa
Eu apenas estou sentado aqui 'fazendo hora'

Eu estou apenas sentado aqui olhando o movimento
Eu realmente adoro ver o movimento
Já não monto no carrossel eu apenas tive que deixar ir
Eu apenas tive que deixar rolar
Eu apenas tive que deixar rolar
Eu apenas tive que deixar rolar

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

  
   Ás vezes fome, ás vezes dor
   Ás vezes prazer...
   As ondas vem
   Lavam meus instintos
   Trazem o limbo
   A criação descontrolada de pensamentos
   A fome da musicista apertando com ardor
as cordas contra o violino.
   Os dedos do desejo...                             2001

sábado, 14 de agosto de 2010

De passagem

Essa imagem é boa!
E minha cabeça “avoa”
Tudo na viagem
Refletindo a imagem,
O cinema de passagem.
As idéias se projetam
Protejam meu estro
Salvem minha cabeça!
Não perturbem a minha natureza.

A miragem
a verdade
a paisagem
de passagem
na viagem.

Quero seguir aqui, por enquanto
Não tenho ponto pra saltar
 Não vou trabalhar!
No quiero regressar!”
Sigo, vagabundo
cantando, marginal
Assovio uma letra
Comigo não tem treta!
Pequenos delitos...
Sigo no transporte
Eu, “Trem Bala”
Certeiro em sua fronte
Sem alojamento
São várias cabeças no coletivo
Mas eu, vou ligeiro
Minha cabeça “avoa”
É “Trem Bala”
Nada me detém! 

Embriagado (Punch Drunk Love)

Rever
Crepúsculo no mar
E ver
Sua pele avermelhar
Toda a escuridão da seqüência
E não
Perder
O enquadramento, o par
Prender
Nós, juntos num lugar
Toda a liberdade
Em nossa solidão.(2001)

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Queimo!


E eu queimo!
Seus olhos
Seus sonhos
Seus medos

E eu queimo!
Seus seios
Seus risos
Seus modos

E eu queimo!
Seus poros
Seus atos
Enleio

Queimo!
Orelhas
Vozes
Enlevo
O lobo com estepe (Da série, "Neverland - Reminiscências do Inferno") 

Nas vertigens em que me encontro
Adoeço, mas não pereço
Tomo a noite
Madrugada adentro
Convalesço, não há outra opção
Talvez a solitude seja o fator peremptório,
pra que ganhe novamente o mundo.
 Vou pra noite.
Na medida em que me encontro
Provo da minha ferida
Me reidrato com a saliva
Só vou adormecer depois das esquinas
De nocaute, rés do chão
Eu não sou cachorro não!
Eu sou é Lobisomem,
Bicho Papão
Que te devora aos quilos
Te engole aos litros.
Minha língua, meu paladar, minha visão.
No estado que me encontro...
Ando perdido, cão sem dono
Combalido
Não caído!
Ampliando conhecimentos
apurando o faro e a malandragem
Que malandro também pode ter cara de idiota.
Aliás, tem cara de malandro que é otário
E como diria Bitum:
 “Otário com dinheiro, é malandro perturbado”...

terça-feira, 20 de julho de 2010

Texto de Márcia Britto(Irmã)

Eu gosto de gente grande, gente larga, gente espaçosa por dentro.
Gente com varanda, cobertura, pátio e vista.
Gente ampla, gente “latifúndia” – produtiva ou não.
Gente crescida e crescente, gente expandida, expansiva.
Gente onde cabe gente dentro.
Gente em que a gente pode deitar e rolar.
Gente com espaço para amar.

domingo, 18 de julho de 2010

Dentro Dela

Dentro da blusa dela

Tem um negócio que mexe

Com pujança

Com seus passos

Mexe quando

Passo

Eriçado

Dentro da blusa dela

Tem um negócio que mexe

Mexe

Com a minha libido

Com meu grito

Primitivo

Tensão.

A tensão

Te fito

Dentro daquela blusa

Tem um negócio que mexe

Sobe e desce

Nela

Pra ela

A turba também enlouquece

Estremece

Bela!

Colo (Depressão entre duas elevações, caracterizada por ser mais larga que os desfiladeiros e gargantas),

Seios,

Teu coração.

Incomodo

E então incomodo!

Sou a nau dos loucos que me acompanham.

E quando aponto alguma direção, na verdade estou adernando

Na verdade, submergindo pra ir mais fundo

Profundo

A embarcação gigante agora à deriva

Afundo, ao fundo, outro mundo

Incomodo aos poucos que me seguem

Nas tremendas passagens sem rumo

Aos poucos, aos loucos.

Sou, também, naufrago roto no mar dos descabidos

Dos certos

Estes que esperavam de mim um norte, um sorriso aberto

E eu sorrio!

Deixo, nem que seja, uma rota de colisão

E sorrio!

Mas as águas invadem minha boca

E a voz tremula e ainda rouca é pouca pra tanta vontade de dizer

Minha turba esperava que eu, brilhantemente, singrasse os mares e os guiasse

Mas simplesmente, sem poder soltar o verbo

Impossibilitado, ainda que tentando,

Afundo num mar revolto

E agora, monolito

Visito as profundezas, sem pesar

Sentindo somente o silêncio do mundo

Me integrando a tudo.

E aos certos

Aqueles certinhos

Quando pensam que nada sou

Venho à tona

Encharcado e renovado

E então, incomodo!

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Raiva


Tenho raiva

Tenho raiva de muita coisa

Não de tudo

Tenho raiva

De tudo que não compreendo

De tudo que demora

De tudo que não me espera

Tenho raiva

Tenho raiva do elevador social

Que é desligado durante o dia

Me obriga a fazer uma grande volta

Tenho raiva

Tenho raiva daquilo que não entendo

De não ser compreendido

Dos incapazes

Tenho raiva

Tenho raiva de quando não adivinham o que quero

(E isso é um problema meu)

Minha namorada

Meus relacionamentos

Tenho raiva

Tenho raiva dos falsos artistas

Tenho raiva de artista

a palavra

Tenho raiva

Tenho raiva da falsa inteligência

Tenho raiva de intelectuais

Lacônicos

A tal miopia intelectual(dentro e fora)

Tenho raiva

Tenho raiva de quem tem raiva

Só ira

Os idiotas ignorantes

Tenho raiva

Tenho raiva de quem não diz ter raiva

Tenho raiva dos passivos, sem atitude

Conformados, respondidos

Raiva de quem acredita que no amor não existe raiva

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Noite Café

Saio da noite
Pras luzes de mercúrio
Beber algum café
Sons da cidade
Talheres, xícaras
caras
Me adoçam a solidão
Tudo noturno, noturno
Tudo em segundos
Seu prumo
No noturno tudo é combustão
O café do cigarro
A bebida pra nicotina
Lua é noite linda
A cigarra
Tudo é
Combustão!
Toda noite é grisalha
Toda noite é atávica
Toda noite é calada
Embalo o meu café
Possante
Enquanto tu me esperas
E tudo é tão envolvente, pensante
Herméticamente constante
Tudo é
O gato do telhado
Que pousou
Meu café já esfriou