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quarta-feira, 4 de agosto de 2010

O lobo com estepe (Da série, "Neverland - Reminiscências do Inferno") 

Nas vertigens em que me encontro
Adoeço, mas não pereço
Tomo a noite
Madrugada adentro
Convalesço, não há outra opção
Talvez a solitude seja o fator peremptório,
pra que ganhe novamente o mundo.
 Vou pra noite.
Na medida em que me encontro
Provo da minha ferida
Me reidrato com a saliva
Só vou adormecer depois das esquinas
De nocaute, rés do chão
Eu não sou cachorro não!
Eu sou é Lobisomem,
Bicho Papão
Que te devora aos quilos
Te engole aos litros.
Minha língua, meu paladar, minha visão.
No estado que me encontro...
Ando perdido, cão sem dono
Combalido
Não caído!
Ampliando conhecimentos
apurando o faro e a malandragem
Que malandro também pode ter cara de idiota.
Aliás, tem cara de malandro que é otário
E como diria Bitum:
 “Otário com dinheiro, é malandro perturbado”...

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