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sábado, 14 de agosto de 2010

De passagem

Essa imagem é boa!
E minha cabeça “avoa”
Tudo na viagem
Refletindo a imagem,
O cinema de passagem.
As idéias se projetam
Protejam meu estro
Salvem minha cabeça!
Não perturbem a minha natureza.

A miragem
a verdade
a paisagem
de passagem
na viagem.

Quero seguir aqui, por enquanto
Não tenho ponto pra saltar
 Não vou trabalhar!
No quiero regressar!”
Sigo, vagabundo
cantando, marginal
Assovio uma letra
Comigo não tem treta!
Pequenos delitos...
Sigo no transporte
Eu, “Trem Bala”
Certeiro em sua fronte
Sem alojamento
São várias cabeças no coletivo
Mas eu, vou ligeiro
Minha cabeça “avoa”
É “Trem Bala”
Nada me detém! 

Embriagado (Punch Drunk Love)

Rever
Crepúsculo no mar
E ver
Sua pele avermelhar
Toda a escuridão da seqüência
E não
Perder
O enquadramento, o par
Prender
Nós, juntos num lugar
Toda a liberdade
Em nossa solidão.(2001)

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Queimo!


E eu queimo!
Seus olhos
Seus sonhos
Seus medos

E eu queimo!
Seus seios
Seus risos
Seus modos

E eu queimo!
Seus poros
Seus atos
Enleio

Queimo!
Orelhas
Vozes
Enlevo
O lobo com estepe (Da série, "Neverland - Reminiscências do Inferno") 

Nas vertigens em que me encontro
Adoeço, mas não pereço
Tomo a noite
Madrugada adentro
Convalesço, não há outra opção
Talvez a solitude seja o fator peremptório,
pra que ganhe novamente o mundo.
 Vou pra noite.
Na medida em que me encontro
Provo da minha ferida
Me reidrato com a saliva
Só vou adormecer depois das esquinas
De nocaute, rés do chão
Eu não sou cachorro não!
Eu sou é Lobisomem,
Bicho Papão
Que te devora aos quilos
Te engole aos litros.
Minha língua, meu paladar, minha visão.
No estado que me encontro...
Ando perdido, cão sem dono
Combalido
Não caído!
Ampliando conhecimentos
apurando o faro e a malandragem
Que malandro também pode ter cara de idiota.
Aliás, tem cara de malandro que é otário
E como diria Bitum:
 “Otário com dinheiro, é malandro perturbado”...