De minha cabeça, nascem milhões
Minha cabeça prenhe
Prenhez o caos
De minha cabeça
A luz, o breu
O luto num terno alinhado
Flores espocam da lapela em cores vivas
A alfaiataria do palhaço
Meu nariz-edema espuma
Expulsa gente durante o caminho
São transeuntes de todos os tipos
A visão do inferno formigueiro
E um paraíso colmeia
Que repulsa o "santificado" nome de uma espúria liturgia
Sem heresia, só alegria!
De minha cabeça nascem
Infernos abençoados
Céu conspurcado
Cobra com asa, meu irmão!
Anjos assanhados
Capetas imaculados
Ela
Amando, divagando, doando
Minha cabeça pari